Na abertura da pré-conferência do CQCS ITC Experience deste ano, Gustavo Doria Filho, fundador do CQCS, iniciou sua apresentação destacando a força da delegação brasileira no evento – a terceira maior, com mais de 150 participantes, atrás apenas da norte-americana e canadense. Depois, foi a vez de cada membro da comitiva se apresentar oficialmente, reforçando a importância do networking.

O primeiro palestrante a falar foi Jonathan Kalman, fundador da EOS Venture Partners, um fundo estratégico de capital de risco focado somente em insurtechs. Ele mostrou um panorama dos investimentos globais nas insurtechs, que atingiu a cifra de US$ 12 bilhões em 2018.

De acordo com Kalman, as insurtechs não podem ser apenas tecnologia, mas um novo modelo de negócio. Por isso, ao investir nessas empresas, é importante avaliar primeiro se há um modelo nesse sentido. “Depois, entre os principais critérios que avaliamos estão a experiência do time; o produto e a visão; as oportunidades de mercado; as barreiras de entradas; a distribuição; e a habilidade de fazer vendas cruzadas e a economia”.

Para o fundador da EOS Venture Partners, o Brasil é um mercado extremamente atrativo em função da baixa penetração do seguro na economia e a sua empresa tem olhado oportunidades de investimento em nosso país.

Na sequência foi a vez Eugenio Gonzales, responsável pela vertical de seguros da Plug & Play, uma das maiores aceleradoras do mundo, apresentar os planos da empresa para o Brasil. “Nossa missão é levar essa indústria tradicional para um novo espaço – uma fronteira moderna e empolgante – reunindo as melhores startups e as maiores seguradoras em uma única plataforma de inovação”, disse.

Segundo ele, em função da baixa penetração do mercado e grande potencial de crescimento, o Brasil está no radar dessa aceleradora e garantiu que até o final do ano abrirá um escritório em São Paulo.

Quem também subiu ao palco foi Martin Crew, vice-presidente da Ebao Americas – um fornecedor de soluções digitais para o setor global de seguros. Em sua apresentação, o executivo defendeu a ideia de que “seguro digital é seguro conectado”, e que é possível permitir que o seguro seja conectado e incorporado a vários outros cenários de negócios e da vida diária de clientes e Corretores de Seguros.

“Pretendemos ser líder global na habilitação de seguros conectados, usando tecnologia 4G para todas as APIs necessárias para vendas e serviços de seguros, com base em micro serviços e serviços nativos da nuvem”.

Depois foi a vez do CEO da Cambridge Mobile Telematics, Willian V Powers, apresentar sua visão de que o seguro será baseado em Internet das Coisas e, principalmente, como a telemetria pode mudar comportamentos negativos na condução de veículos e promover um trânsito mais seguro, com menores perdas para a sociedade e seguradoras.

“Promovemos a mudança de comportamento do motorista premiando fazendo o monitoramento e pontuação do motorista”. A tecnologia móvel aliada a telemetria permite que seguradoras monitorem e orientem milhões de motoristas a terem comportamentos mais seguros”, disse.

Já Christopher G. McDaniel, a maior autoridade em blockchain do mundo e presidente do President at The Institutes RiskStream Collaborative – um consórcio global de empresas de seguros que colabora para alavancar o potencial da blockchain em todo o setor – relatou o que tem sido feito nessa área.

“Estamos acelerando o tempo de lançamento do blockchain no mercado através da adoção de aplicativos do mundo real e casos que trouxeram os grandes impactos, com custos operacionais mais baixos e maior eficiência; simplificação do fluxo e da verificação de dados e transações; e plataforma escalável de código aberto e multiuso”.

Antes da prê-conferência terminar, houve ainda um Talk Show com Caribou Honig, chairman do InsureTech Connect e um dos principais influenciadores digitais do mundo em tecnologia e inovação na área de seguros. Questionado sobre quais foram as principais tecnologias dos últimos anos que trouxeram o maior impacto na indústria de seguros hoje, Caribou explicou que foram os APIs. “Elas foram responsáveis pela integração e habilitação das plataformas digitais, trazendo maior eficiência para todo o sistema”

Segundo Caribou, o Corretor de Seguros no Brasil e em todos os mercados continuará relevante nos próximos anos. “Porém, deverão estar atentos tanto as ameaças, como as grandes oportunidades que o mundo digital traz. Produtos e serviços já embutidos com seguro serão uma tendência no futuro graças as APIs que farão essa ligação entre o mundo tangível e o digital nos seguros”, concluiu.